Princesas, Esteriótipos e Feminismo

17:39

Desde pequena, sempre amei as princesas. E é incrível como os clássicos da Disney, mesmo depois de quase um século do primeiro curta, ainda encantem tantas crianças. Quem nunca assistiu Branca de Neve, Cinderela, Bela Adormecida e sonhou com um castelo, com uma coroa e (óbvio) com um príncipe encantado? Porque, é claro, em todos as histórias ele há de estar lá, e, na maioria das vezes, precisa ter o herói para salvar a princesa em apuros.
Intencionalmente ou não, esses clássicos influenciam muito nas nossas vidas, principalmente as meninas pequenas, que crescem vivendo nesses reinos mágicos e sonhando com o dia em que o príncipe aparecerá e a salvará. Mas será que isso é realmente correto? Será certo uma criança sonhar com um cara bonitão chegando em seu cavalo branco e a salvando do perigo?
Primeiramente, os clássicos da Disney evoluíram com o tempo. Claro que, antes, as mulheres não eram vistas como são agora. E isso é um fato que nós temos de nos orgulhar. Antes, mulher não podia argumentar, não podia reclamar, e para ela a única maneira de uma vida melhor era, simplesmente, o casamento.
Sem falar dos esteriótipos. Os rótulos. Antes, as famosas princesas eram brancas, com cinturas perfeitas, cabelos bem cuidados e lisos, e sempre delicadas e educadas. E você só conseguiria arranjar um bom marido se fosse exatamente desse jeito. Querendo ou não, isso influencia as cabeças das meninas, que deixam de se achar bonitas por não serem magras, ou por serem negras, ou simplesmente por terem cabelos cacheados, volumosos ou crespos. E isso não é nem um pouco saudável.
Mas esses esteriótipos estão sendo quebrados com o tempo, apesar de alguns permanecerem. Porque há certas coisas que nem o tempo consegue acabar, porque se mantém fixo na mente das pessoas.
Analisemos em ordem cronológica:

A Branca de Neve e os Sete Anos, de 1937. Conta a história da jovem que perde a mãe ainda bebê, e é criada pelo pai até certa idade, quando este se casa com uma mulher que, depois da morte do pai, se torna uma megera, a Rainha Má. Ela acaba por maltratar a garota, e adivinha por qual motivo? POR INVEJA. Apenas por Branca de Neve ser mais bonita que ela. A Rainha, por sua vez, contrata um caçador para matá-la, mas que decide salvar a princesa. 1 ponto para os homens, 0 para as mulheres. A partir daí, fica claro que as mulheres não conseguem salvar a si próprias. Precisam de homens para salvá-las. E se não bastasse isso, ela vai parar na casa de 07 anões (homens), que a mantém segura caso ela CUIDE DA CASA! Me poupe! Ainda tem que dar uma de empregada?! Sem falar que a Branca é muito ingênua. Quando a Rainha descobre que a enteada está viva, resolve matá-la por conta própria. Envenena uma maçã, e, disfarçada de velhinha, a entrega para a Branca, que, inocente, aceita. Come a maçã. Morre. E, sua única salvação é, adivinhem!, um homem... -.- Ela precisa que um príncipe a encontre em seu famoso caixão de vidro, a beije e a salve. Clichês, clichês, clichês. E assim, vivem felizes para sempre. Credo. Além de não conseguir se salvar sozinha, ainda foi feita de empregada e precisou esperar MORTA pra que um HOMEM a resgatasse. ¬.¬

Cinderela, de 1950. Uma camponesa (branca, loira e com cintura feita), que é obrigada a cuidar da casa e atender as necessidades da madrasta e das duas meia-irmãs, depois que seu pai morre. Seu nome mesmo vem de sujeira, já que se refere à cinzas (Cinder = Cinzas). E, apesar de ser bonita e inteligente, é vista como uma gata borralheira. Mais uma vez, é tratada assim por inveja. Inveja da madrasta e das irmãs. E, como uma boa moça deve ser sempre educada, tudo o que ela faz é obedecer, sem expressar sua opinião ou protestar sobre, já que na época uma mulher "ter voz" era uma ideia absurda. 
Até que o Príncipe volta para o seu reino e decide dar um baile para todas as garotas, sejam da côrte ou plebeias, com a finalidade de arranjar uma noiva. É a chance para Cinderela sair dessa vida de empregada. Mais uma vez, a salvação é o casamento. Mas é claro que a Madrasta não a deixará ir. Rasga seu vestido e a prende em casa para que ela não ouse ir ao baile. E o que acontece em seguida, pela primeira vez, é uma princesa não ser salva por um homem.
E sim por uma Fada Madrinha, que transforma uma abóbora em carruagem, ratos em cavalos, e seu vestido rasgado em um lindo vestido branco, e seus sapatos gastos em sapatinhos de cristal. Ela poderia ir para o baile, contanto que chegasse em casa a meia-noite, já que na época, as mulheres não eram bem vistas pela sociedade se ficassem até tarde fora de casa. Cinderela vai ao baile irreconhecível, dança com o príncipe e, quando escuta as badaladas do relógio assim que deu meia-noite, teve de sair correndo, deixando para trás um dos sapatinhos. O Príncipe, determinado a encontrar a dama com quem dançou, exige que todas as garotas do reino calcem o sapatinho de cristal, que se encaixa apenas no pé da dona, Cinderela. E lá se vai ela para o castelo, casa-se com o príncipe (mais uma que é salva pelo homem), e vive feliz para sempre... 
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Aurora, de A Bela Adormecida, 1959. Esse é o pior filme na minha opinião, pois a princesa fica acordada cerca de apenas vinte minutos em todo o filme. Na história original, por exemplo, ela passa 100 ANOS DORMINDO esperando PELO PRÍNCIPE. É tipo "Espera sentada", mas o tempo foi tanto que ela preferiu deitar e dormir.
Todos conhecessem a história da Princesa Aurora. Foi amaldiçoada quando era bebê por uma fada má, a Malévola, simplesmente porque essa não foi convidada para seu batismo. A maldição dizia que, quando a menina fizesse dezesseis anos, espetaria o dedo no fuso de uma roca e morreria. Mas, para salvá-la, uma das três fadas que estavam presentes abençoou a menina, dizendo que ela não iria morrer, e sim dormir profundamente, e só acordaria com (vejam só) um beijo de amor verdadeiro. O rei, em seguida, mandou queimar todas as rocas do reino, e Aurora, por sua vez, teve que ir morar com as três fadas no campo, para se manter segura. Mas, no seu aniversário, não teve jeito. Foi para o castelo comemorar seus dezesseis anos, e atraída por alguma magia, ela acabou por espetar o dedo e dormiu profundamente. E, como sempre há de haver um herói, um príncipe encantado consegue entrar no castelo e a beija, a salvando. Quanto clichê! É o mesmo que dizer que, para arranjar um marido, você precisa esperar por anos até que ele simplesmente apareça e te salve. Que absurdo!

Ariel, A Pequena Sereia, de 1989. Ariel, uma sereia, se apaixona pelo Príncipe Eric, um humano. E, para ele se apaixonar por ela, a garota decide abrir mão das barbatanas e adquirir pernas. Para isso, pede ajuda da vilã, a Úrsula, que diz que, para dar pernas a Ariel, a garota precisa dar algo em troca: sua voz. Ou seja, sua liberdade de expressão. E Úrsula mesmo diz que isso não será problema, pois ela ainda tem seu rosto, seu corpo, sua beleza. Como diz na canção Corações Infelizes: "Terá sua aparência, seu belo rosto, e não subestime a importância da linguagem do corpo. O homem abomina tagarelas. Garota caladinha ele adora. Se a mulher ficar falando o dia inteiro e fofocando, o homem se zanga, diz adeus e vai embora. Não! Não vá querer jogar conversa fora, que os homens fazem tudo para evitar. Sabe quem é mais querida? É a garota retraída. E só as bem quietinhas vão casar." SÉRIO ISSO?!
E desse modo, ela joga fora a única maneira que tem de se expressar por causa de homem. Simples assim. E assim terá tudo que a mulher sonha, o casamento. E o que me deixa intrigada é que a vilã é o extremo oposto da mocinha. É feia, gorda e não tem cabelos compridos. O que quer dizer que todas as meninas diferentes disso, gordinhas e com cabelos curtos podem ser consideradas vilãs, ou nunca poderão ser as mocinhas. O que é um total absurdo.
Mas, o que diferencia esse clássico dos outros é o fato da princesa não ser vista mais como a passiva, a que espera pelo príncipe. Pela primeira vez, ela que corre atrás do sonhado mocinho. E no final, ela recupera a voz e fica (é claro) com o Príncipe.

Bela, de A Bela e a Fera, 1991. E é nesse filme que tudo começa a realmente mudar. Bela, a moça filha de um inventor que é considerada muito estranha no vilarejo onde mora por adorar ler e não pensar em casamento. Só pelo fato de ela esnobar o galã da cidade, Gaston, a torna diferente das outras demais princesas. Gaston é um ser extremamente machista e boçal, e é legal como fizeram demostrar como isso é bastante grotesco.
Quando seu pai é raptado por uma criatura horrenda, é ela que o salva. Sem homem desta vez! A Fera, que na verdade é um príncipe amaldiçoado por uma feiticeira, no começo é realmente um ser medonho, mal educado e nem um pouco romântico. Mas Bela consegue ver a beleza interior dele, por trás da aparência. Ela vê o homem gentil, inseguro e divertido que há por trás (e gente, qual é, ELE TEM UMA BIBLIOTECA!). E ela começa a se apaixonar por ele, de um jeito nada forçado, nada rápido, e de maneira absolutamente fofa.
No final, quando a Fera está quase morrendo, quem dá o beijo e diz que o ama é a Bela, e ele é salvo por (novidade!) uma mulher. Ela o transforma novamente em príncipe, e eles se casam e (lá vem o clichê) vivem felizes para sempre.
O fato desse filme ser o meu preferido é por ser o clássico mais diferente de todos os anteriores. Foi a chave para as futuras histórias de princesas.

Jasmine, de Aladdin,1992. A princesa filha do sultão é um dos maiores modelos feministas que temos no meio das princesas. Primeiramente, ela foge do esteriótipo de que as princesas tem de ser brancas. E, por ser da nobreza, desafia a estrutura social quando declara o amor por um garoto pobre.
Ela não é a favor de ter um casamento arranjado, que é o que seu pai quer. Por isso, foge do palácio. Então Jasmine encontra um tipo malandro, o Aladdin, que logo conquista seu coração (nem as princesas estão seguras quando se trata dos badboys!). Mas eles logo são encontrados pelos guardas de Jafar, o vizir do Sultão. Ele criou um feitiço que o fará casar-se com Jasmine, para assim ele mesmo virar o sultão. Mas para isso, manda matar Aladdin, quando na verdade o ordena a encontrar uma lâmpada mágica. Mas, quando este descobre que na lâmpada encontra-se um gênio mágico, e que esse lhe realizará três desejos, Aladdin fará de tudo para conquistar o coração da amada, que não quer se casar com Jafar.
Jasmine é diferente de muitas das outras princesas por querer ser responsável por seu próprio destino, sem ter que depender de outros para isso.

Pocahontas, de 1995. Outro modelo do feminismo, Pocahontas também foge dos rótulos. Não é branca, não é delicada, nem muito menos passiva. Na verdade, ela salva o homem pelo qual se apaixona e toda a sua tribo (mulheres também podem ser as salvadoras!).
Primeiramente, ela não aceita o casamento proposto pelo pai, simplesmente porque ela não ama o cara. Segundo, ela se apaixonada pelo americano John Smith, que está comandando um navio que pretende explorar e acabar com as terras de Pocahontas. Terceiro, ela o beija porque quer beijá-lo. Sem intenções de casamento.
O mais interessante é que, mais uma vez, quem salva o mocinho é a mulher. Quando o pai da garota está prestes a matá-lo, Pocahontas se joga na frente dele e diz: "Eu o amo, pai. E se você o matar, terá que me matar também."
E é isso o que a diferencia da maioria das outras: a força e a bravura.
Ela consegue salvar a todos e fica (óbvio) com o mocinho.

Mulan, de 1998. Pra mim, o maior exemplo da força feminina. Quando o imperador decreta que um homem de cada família deve ir à campo de batalha, Mulan decide ir escondida no lugar do pai, que já está velho e com problemas de saúde. Disfarça-se de homem e apresentá-se no exercito, sem revelar sua verdadeira identidade.
No começo do filme, é interessante ver Mulan mostrar indignação por ver as mulheres se preparando pra ver se são educadas e bonitas o suficiente para se casar. Ela odeia isso. E quando se disfarça de homem, ela se sente, de alguma maneira, confortável. E sem falar que ela consegue se sair melhor do que todos os homens da tropa! Chupa essa, sociedade! E quem não tem essa letra na ponta da língua? "Seremos rápidos como um rio. Com a força igual a de um tufão. Na alma sempre uma chama acesa. Que a luz do luar nos traga inspiração!"
E então, quando descobrem que ela é mulher, logo a menosprezam, a inferiorizam, a xingam. Tudo por ser... mulher. Porque pra um homem, é quase inimaginável uma mulher ser tão boa quanto ele, imagina melhor do que ele?
Mas, no final, ela acaba salvando toda a tropa, e, mais que isso, toda a China. E acabou provando que, mesmo nós sendo mulheres, podemos ser rápidas, fortes e valentes como os homens (e talvez até mais ;)).

Tiana, de A Princesa e o Sapo, 2009. Tiana é a primeira princesa negra da Disney (e única até agora), e o fato de ela não morar em um castelo ou em um reino já faz toda a diferença. Na verdade, ela é a princesa mais próxima da sociedade que já tivemos. Ela é garçonete, trabalha e junta dinheiro pra realizar seu sonho de construir um restaurante, e mora em um bairro pobre de New Orleans. Apesar de bonita, ela passa a maior parte do filme transformada em sapo.
Numa festa de carnaval, Tiana se veste de princesa, e o príncipe, que estava sob um feitiço vodu, a convence a beijá-lo para transformá-lo em príncipe novamente, achando que ela é uma verdadeira princesa. Mas, como ela não é, Tiana se transforma em sapo também. Os dois acabam juntos tentando achar uma maneira de voltarem ao normal, e o único jeito é ele beijando Charlotte, a amiga rica de Tiana, que é uma princesa já que seu pai é o rei do carnaval. Mas, nesse meio tempo, os dois acabam se apaixonando (e sim, eles terminam juntos).

Rapunzel, de Enrolados, 2010. Ela é sequestrada do castelo onde vive por uma mulher que a quer por causa de seus cabelos, que têm poderes curativos. A menina viveu 18 anos em uma torre isolada, achando que a sequestradora era na verdade sua mãe. Ela sonhava com o dia em que sairia daquele lugar, e se encantava todo ano no seu aniversário com as lanternas, que o reino soltava em memória à princesa perdida.
Um dia, quando o ladrão Flynn Rider invade a torre com a coroa roubada da princesa, Rapunzel vê a chance de sair da torre. Esconde a coroa do ladrão e o obriga a levá-la para ver as lanternas, que serão soltas dali há alguns dias, no seu aniversário de 18 anos. E só devolverá a coroa quando voltarem.
Rapunzel descobre um mundo inteiramente novo, que era incapaz de ver e conhecer dentro da torre. Conhece pessoas novas (boas e más), e acaba se apaixonando pelo ladrão.
No final, ela enfrenta a "mãe" e descobre que é a princesa perdida, e, quando a mulher quase mata Flynn, lá está Rapunzel para salvá-lo! Urruuu! Poder feminino, sempre! Ela vai até o castelo, conhece os verdadeiros pais e por fim, acaba se casando com Flynn Rider.

Mérida, de Valente, 2012. Primeira princesa sem o cabelo liso e arrumado, Mérida é também uma das maiores feministas no grupo das princesas. É o primeiro filme onde a mocinha não termina com nenhum galã.
Mérida mora no castelo com seus pais e seus três irmãos mais novos, e desde pequena é julgada e corrigida pela sua mãe sobre como ser uma verdadeira princesa. Mas ela não quer a vida de moça educada, uma vida de provar vestidos, de cabelos perfeitos e definitivamente, ela não quer se casar. Para ela, tudo do que precisa é ir para floresta e atirar com seu arco e flecha.
Mas, quando, para unificar e pacificar os reinos, seus pais dizem que ela precisará se casar, ela não fica calada. Luta pelo próprio direito de permanecer solteira. E, para isso, precisa fazer sua mãe mudar de ideia. Então ela encontra uma feiticeira, que dá a ela uma poção que "resolverá seus problemas". A menina faz sua mãe ingeri-la, o que acaba por transformá-la em um urso.
Para trazer sua mãe de volta, elas precisam trabalhar juntas pela primeira vez, antes que seja tarde demais e sua mãe vire urso para sempre.
O que gosto na Mérida é o fato de ela não precisar de cara nenhum para resolver os seus problemas, e o fato de ela não ser compatível com os esteriótipos antigos de que toda princesa precisa ser delicada, passiva, ter cabelos perfeitos e sempre ficar calada.
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Anna e Elsa, de Frozen, 2013. E então vem as últimas princesas. Apesar de serem irmãs, são bastante diferentes entre si. Anna é divertida, boba e ingênua. Já Elsa é séria, insegura e bastante protetora, e bem, ela tem poderes mágicos.
Quando pequenas, as duas conviviam bem, até que um acidente acabou distanciando as duas. Elsa precisou esconder os poderes de Anna, que não entendia o porquê do afastamento inesperado da irmã. Cresceram separadas, até que os pais morreram em um naufrágio. Anos se passaram, e Elsa atingiu a idade adulta, e foi coroada rainha. Pela primeira vez desde a infância, o portão do castelo foi aberto. Um grande baile foi dado, e, neste dia, Anna conhece Hans, um homem bonito e inteligente que vinha das Ilhas do Sul. Convencida que estava perdidamente apaixonada por ele, a garota foi pedir a benção de casamento para a irmã, que, por sua vez, não concedeu. As duas acabam brigando e Elsa, acidentalmente, revela seus poderes de gelo para todos, e, em seguida, foge, sem perceber que trouxe o inverno para o reino.
Anna vai atrás dela e, na viagem, encontra Kristoff, um cara peculiar e que tem uma rena, Sven, e também conhece o especial boneco de neve Olaf, e eles vão juntos tentar encontrar a irmã e trazer o verão de volta.
No final, descobrem que Hans não é o mocinho que dizia ser, e que Kristoff tem sentimentos verdadeiros por Anna (e acabam juntos). Elsa consegue controlar os poderes e trazer o verão de volta, com ajuda do amor que tem pela irmã.
A diferença desse filme para a maioria dos demais é que não aborda o tema de amor entre um casal, e sim entre irmãs. Anna foge dos esteriótipos por ser uma princesa mais relaxada, divertida e nem um pouco reservada, que acorda, por exemplo, com o cabelo todo despenteado. E Elsa não passa a mensagem de segurança e passividade que uma princesa deve expressar. Ela mostra que é como qualquer outra mulher: insegura, porém forte.
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Querendo o não, as princesas têm forte referência em nossas vidas, principalmente na fase de crescimento das crianças, que começam a criar conceitos e decidir no que devem acreditar, o que seguir e o que praticar. Por isso, devemos pregar o feminismo desde sempre nas crianças, até mesmo ensinar os garotos a simpatizarem com a causa (porque acho que ninguém quer criar um homem machista). E as princesas ajudam nisso, com absoluta certeza. Mas também temos que pôr na cabeça que não existem mais rótulos (ou que não deveriam mais existir), pois cada garota é linda do jeito que é, não importa a aparência, não importa o cabelo, nem a maneira como se comportam.
E lembre-se: somos mulheres! Alegrem-se! Somos mais fortes, corajosas, seguras, inteligentes e engraçadas do que muito homem por aí ;)

Beijão,
Emy :*

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