RESENHA | As Gêmeas do Gelo, de S.K. Tremayne

19:22

Adoro Thrillers. Sempre gostei. Não é meu gênero predileto, mas é um que com certeza está na minha lista dos 05 mais. Gosto pelo fato de te prender do início ao fim, de te tirar a respiração naquelas horas menos propensas, de te surpreender com os rumos inimagináveis tomados na história. Gosto por nos fazer pensar e questionar tudo, mesmo depois de o livro ter acabado. E, em As Gêmeas do Gelo, as coisas não foram diferentes.

Um ano depois de Lydia, uma de suas filhas gêmeas idênticas, morrer em um acidente, Angus e Sarah Moorcroft se mudam para a pequena ilha escocesa que Angus herdou da avó, na esperança de conseguirem juntar os pedaços de suas vidas destroçadas. Mas quando sua filha sobrevivente, Kirstie, afirma que eles estão confundindo a sua identidade — que ela é, na verdade, Lydia — o mundo deles desaba mais uma vez. Quando uma violenta tempestade deixa Sarah e Kirstie (ou será Lydia?) confinadas naquela ilha, a mãe é torturada pelo passado — o que realmente aconteceu naquele dia fatídico, em que uma de suas filhas morreu?'
Confesso que não esperava muito deste livro. E por ser um Thriller psicológico, eu não sabia o que encontraria naquelas páginas. Mas eu procurava suspense, reviravoltas, intrigas. Posso então, com absoluta certeza, dizer: o livro tem tudo isso.

"— Por que você continua me chamando de Kirstie, mamãe? Kirstie está morte. Quem morreu foi a Kirstie. Eu sou a Lydia."

Desde as primeiras páginas ele já nos prende. A narrativa, que tem dois lados - contada em primeira pessoa por Sarah, e em terceira pessoa sob perspectiva de Angus -, é clara e leve. Você não consegue largar o livro depois que o pega, deixando a leitura alucinante, porque em cada capítulo há algo surpreendente, algo novo a ser explorado. Sem ficar enjoativo. Sem perder o foco. E nem um pouco entendiante.
Gostei de como exploraram o fato das gêmeas serem iguais e ao mesmo tempo diferentes. Cada uma com sua personalidade, com seu jeito. E é interessante o fato da confusão dentro da menina ser tão intensa a ponto de sentirmos, de certa forma, o que ela sente.

"Às vezes, não dizer nada diz tudo."

O final é suficientemente bom, sem exageros e ainda assim, com surpresas (e muitas, muitas mesmo). Apavorante. Inovador. Curioso.
E absolutamente singular.


E aí? Quer ler? Já leu? Se já, não esquece de me avisar e dizer se gostou ou não da leitura ;)

"Quem sou eu, mamãe?"
Emy Moorcroft

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